Katherine Masters é uma artista plástica anglo-portuguesa que vive em Cascais, uma cidade costeira em Portugal, a oeste de Lisboa. Ela é formada pela Goldsmiths University of London e pela Central Saint Martins.
O seu trabalho artístico foca-se principalmente no mundo natural e na condição humana. Trabalhando sobretudo com aguarela, acrílico e fotografia, ela recorre a uma linguagem visual contemporânea e rica que procura investigar temas através da exploração da cor.
Katherine é também uma instrutora de ioga qualificada, formada pela The Power Yoga Company, Londres.
Durante o nosso subcultalk com ela, a artista plástica e iogue conta-nos onde se sente mais viva e o que mudou na sua vida para obter mais essa sensação. Ela também fala sobre os seus medos e como supera a sua própria tristeza. Leia aqui!

Qual é a arte que faz?
Atualmente, trabalho com três meios. As minhas telas de maior escala são bastante abstratas e procuro transmitir as minhas emoções através do uso da cor e influenciando diretamente a tinta com as minhas mãos. Trabalho com o método de desenvolver um conceito antes de pintar e, muitas vezes, abordo temas relacionados com a condição humana.
As minhas aguarelas começam como salpicos abstratos de cor e depois desenvolvem um estilo mais figurativo à medida que trabalho nelas ao longo do tempo. Deixo que a tinta e as formas abstratas me indiquem o caminho que a aguarela deve seguir, e as histórias surgem através de um processo intuitivo. Utilizo a técnica de velatura nas minhas aguarelas, que consiste em aplicar camadas de tinta sobre a obra gradualmente.
O meu trabalho fotográfico centra-se no ambiente natural e, tal como as pinturas de grande escala, envolve um conceito inicial. Este trabalho preocupa-se principalmente com tópicos associados ao ativismo ambiental.
Qual é a sua sensação preferida?
A minha sensação preferida é o sentimento de fluxo quando pratico surf ou ando a cavalo. Não há nada tão emocionante quanto a imprevisibilidade de surfar uma onda ou andar a cavalo.
Qual é a sua palavra preferida?
Om.
Qual é a melhor hora para acordar para si?
A minha hora preferida para acordar é às 9h00, por isso, naturalmente, espero ansiosamente pelos fins de semana em que posso acordar a essa hora!

Do que tem mais medo?
Fico muito perturbada com histórias de crianças presas em poços, ou mineiros em minas, pessoas presas em submarinos e espaços dos quais não conseguem sair. Temo tragédias como estas.
Qual é a sensação de que menos gosta?
Não gosto da sensação de me mover para trás em objetos que se deslocam a alta velocidade.
O que a faz sentir-se mais viva?
Sinto-me mais viva quando estou no oceano. Quando vivia em Joanesburgo, em criança, sonhava muitas vezes em viver perto do mar. Este sonho tornou-se realidade quando fiz 11 anos e me mudei para Portugal.
O que mais a inspira?
Inspiro-me muito em outros artistas, do passado e do presente. Também me inspiro em música e livros. Sou mais capaz de me sentir inspirada quando estou bem descansada, sem stress, com exercício físico e a comer bem, como penso que é o caso da maioria das pessoas.

O que faz quando se sente triste?
Quando me sinto triste, adoro passar tempo com as pessoas que me são mais próximas, e a melhor forma de superar a tristeza é fazer coisas na natureza, como caminhadas, surf, passeios ou simplesmente passar tempo perto do mar.
O seu prazer culposo preferido?
Como chocolate negro todas as noites!

Muito obrigada por este subcultalk, querida Katherine!
Se quiser conhecer a Katherine pessoalmente e aprender com as suas capacidades de ioga e pintura, consulte o seu "Workshop de Cor, Ioga e Pintura" que decorre na sua bela casa em Cascais, Portugal.
Também pode ver e comprar algumas das suas impressões artísticas de pintura e fotografia na nossa subculstore.
Esperamos que tenha gostado desta entrevista.
Até à próxima!
A sua Kat



